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Como uma inspeção pré-embarque por terceiros num contêiner de hortifrutícolas egípcios é de fato realizada, quais tamanhos de amostra e pontos de verificação se aplicam e o que um relatório de inspeção útil precisa informar.

Os compradores que estão começando com hortifrutícolas egípcios muitas vezes pedem uma inspeção da SGS ou da Intertek sem especificar o que o inspetor deve verificar. O certificado então chega dizendo que a mercadoria estava conforme a fatura comercial, o que é verdade e quase inútil. Uma inspeção pré-embarque só vale o que custa se o escopo for definido por escrito antes de o vistoriador chegar à packing house.
A janela útil é depois da classificação e da embalagem, mas antes do fechamento das portas do contêiner. Nesse momento os paletes estão montados, as marcações das caixas estão impressas e a fruta está na temperatura de embarque ou perto dela. Inspecionar antes significa que o vistoriador vê uma fruta que ainda pode ser reclassificada. Inspecionar depois da estufagem significa que os paletes terão de ser desmontados de novo, o que ninguém quer às vésperas do prazo de entrega no terminal.
Para um contêiner refrigerado de 20 ou 40 pés, isso normalmente significa que o vistoriador fica de duas a quatro horas no dia do carregamento e emite um resultado preliminar no mesmo dia, com o relatório completo em 24 a 48 horas.
A maioria das agências trabalha com um plano de raiz quadrada ou do tipo ISO 2859, e não com um percentual fixo. Numa carga de cítricos de 20 paletes, um arranjo comum é retirar de cinco a oito caixas de paletes diferentes e de camadas diferentes, com caixas adicionais retiradas se for encontrado algum defeito. O importante é a distribuição. Caixas tiradas da camada superior do palete mais próximo da porta dizem muito pouco sobre a carga.
Especifique na ordem de inspeção que as amostras devem ser retiradas de um número mínimo determinado de paletes e de mais de uma camada. Indique também se as caixas amostradas voltam para a carga ou são tratadas como amostras destrutivas, já que, no caso de frutas macias, geralmente não podem voltar.
Um escopo viável para hortifrutícolas frescos egípcios abrange os seguintes pontos. Variedade e classe em relação à especificação contratada. Calibre ou contagem por caixa, verificados em relação ao código de calibre impresso na etiqueta. Peso líquido por caixa, conferido numa balança calibrada, com a tolerância declarada. Qualidade interna, ou seja, brix, firmeza ou matéria seca, conforme a cultura. Defeitos externos, divididos em graves e leves, com um percentual de tolerância acordado. Temperatura de polpa no momento do carregamento. Estado das caixas e dos paletes, incluindo forro e cantoneiras. Marcação e etiquetagem, ou seja, código de lote, código da packing house, GGN quando aplicável e país de origem. Estado do contêiner, incluindo limpeza, número do lacre, set point e posição da ventilação.
A temperatura de polpa é o ponto de verificação mais esquecido e o que depois decide as reclamações. Se a fruta é carregada quente porque o pré-resfriamento foi apressado, o contêiner refrigerado não a recupera em trânsito, e o estado na chegada não vai corresponder ao relatório de embalagem. Nossa nota sobre rastreabilidade e codificação de lotes em hortifrutícolas egípcios explica como as marcações da caixa remetem ao talhão da fazenda, que é o que torna uma constatação de defeito acionável, e não apenas anedótica.
Um relatório que pode ser usado numa negociação comercial informa o plano de amostragem aplicado, o número de caixas e de paletes amostrados, os valores medidos, e não apenas aprovado ou reprovado, fotografias de qualquer defeito com o código de lote da caixa visível, o número do contêiner e do lacre e o horário em que as portas foram fechadas. Relatórios que trazem apenas uma conclusão são difíceis de usar se houver uma disputa. O funcionamento dessa etapa está em nosso guia sobre como uma reclamação de qualidade num embarque egípcio é avaliada e resolvida.
A prática de mercado é que o comprador indica e paga a inspeção por terceiros, já que ela é um controle feito em seu nome. O custo da inspeção de um único contêiner numa packing house egípcia normalmente fica em algumas centenas de dólares americanos, conforme a agência e o escopo. O exportador providencia o acesso ao local e fornece o packing list, a ficha de especificação e os registros dos lotes.
A PEI Trade trabalha com uma especificação escrita fixa em cada embarque, em 35 culturas de exportação, e providencia a presença da SGS ou da Intertek sob pedido. Se quiser que o escopo da inspeção seja redigido junto com a sua especificação antes do início da safra, fale com nossa equipe de exportação pelo WhatsApp no +20 10 9911 1918 informando a cultura, o destino e a janela de embarque pretendida.